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Transparência Calculei Pro: Este é um simulador educativo e independente. Não somos corretora nem consultoria de investimentos e não recomendamos produtos financeiros.

Planejador de Aposentadoria

Descubra quanto precisa juntar para ter a renda que quer e quanto o seu aporte mensal vira em 20 ou 30 anos.

Aporte mensal necessário
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Patrimônio alvo
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Anos contribuindo
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Total investido
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Quanto você precisa juntar para não depender só do INSS

A pergunta certa não é "quanto vou ter", e sim "quanto preciso ter". Existe uma referência conhecida como regra dos 4%: um patrimônio de onde se retira 4% ao ano tende a durar décadas, se o rendimento real superar a retirada.

Renda desejadaRetirando 4% ao anoRetirando 5% ao ano
R$ 3.000/mêsR$ 900.000R$ 720.000
R$ 5.000/mêsR$ 1.500.000R$ 1.200.000
R$ 8.000/mêsR$ 2.400.000R$ 1.920.000

Os números assustam à primeira vista. A boa notícia é que quase todo esse valor não sai do seu bolso — vem dos juros, se houver tempo.

O tempo faz o trabalho pesado

Aportando todo mês, com rendimento real de 0,6% ao mês (já descontada a inflação):

Aporte mensalEm 20 anosEm 30 anos
R$ 500R$ 266.881R$ 634.613
R$ 1.000R$ 533.762R$ 1.269.225
R$ 2.000R$ 1.067.525R$ 2.538.451

Repare no salto: R$ 1.000 por mês viram R$ 533 mil em 20 anos e R$ 1,27 milhão em 30. Dez anos a mais praticamente dobram o resultado, porque a última década é a que mais rende — o montante já é grande e os juros trabalham sobre ele.

É o mesmo motivo pelo qual adiar cinco anos custa muito mais do que cinco anos de aporte. Veja a conta no simulador de juros compostos.

O INSS é a base, não o plano inteiro

A aposentadoria pelo INSS tem teto, e quem ganha acima dele sofre a maior queda de renda ao parar de trabalhar. Some-se a isso a regra de cálculo do benefício, que considera a média das contribuições ao longo da vida.

Por isso o raciocínio mais seguro é tratar o INSS como piso — inclusive pela cobertura de invalidez e pensão — e construir por cima dele a parte que mantém o seu padrão de vida.

Se você é PJ ou autônomo, a contribuição é sua responsabilidade: sem ela não há aposentadoria nem auxílio-doença. Os detalhes estão no guia de INSS para PJ.

Onde deixar o dinheiro de longo prazo

Este site não recomenda produto específico, mas há princípios que valem para qualquer escolha:

  • Pense em ganho real. Render 10% com inflação de 5% é crescer perto de 4,8%, não 10%.
  • Prazo longo reduz o imposto na renda fixa: acima de 720 dias a alíquota cai para 15%.
  • Taxa de administração corrói. Dois por cento ao ano parecem pouco e comem uma fatia enorme em 30 anos.
  • Aporte automático funciona. Programe a transferência para o dia do salário; investir o que sobra raramente dá certo.
  • Não interrompa. Resgatar no meio reinicia o efeito composto — é o erro que mais destrói patrimônio de longo prazo.

Três marcos para acompanhar

  1. Reserva de emergência pronta — de 6 a 12 meses de custo de vida, em algo com liquidez diária. É o que impede você de resgatar o longo prazo numa emergência.
  2. Aporte crescendo com a renda — metade de cada aumento vai para o investimento, sem apertar o padrão de vida.
  3. Meia-vida do plano — no meio do caminho, revise a projeção com os números reais. Rendimento abaixo do previsto pede aporte maior ou prazo maior; nunca produto mais arriscado por impulso.

Perguntas frequentes

Que taxa usar na simulação?
Seja conservador. Uma referência é a rentabilidade líquida de um título de renda fixa atrelado à Selic ou ao CDI, descontados IR e inflação.

Vale a pena previdência privada?
Depende das taxas e do seu perfil de imposto de renda. Compare taxa de administração, taxa de carregamento e regime de tributação antes — planos com taxas altas costumam perder de alternativas simples.

Começar aos 40 ainda adianta?
Adianta, com aporte maior. Vinte e cinco anos ainda são bastante tempo para os juros trabalharem.

Simulações com rendimento real de 0,6% ao mês para fins didáticos; rentabilidade passada não garante resultado futuro. Conteúdo educativo, não constitui recomendação de investimento.

O que você recebe depende do tipo de saída

A conta da rescisão muda completamente conforme o motivo do desligamento. Este é o mapa das verbas:

VerbaSem justa causaPedido de demissãoAcordo (484-A)
Saldo de salárioSimSimSim
13º proporcionalSimSimSim
Férias proporcionais + 1/3SimSimSim
Aviso prévioIntegralDevido por vocêMetade
Multa do FGTS40%Não20%
Saque do FGTS100%Não80%
Seguro-desempregoSimNãoNão

Por isso a diferença entre "pedir demissão" e "ser demitido" pode chegar a vários salários. E por isso o acordo do artigo 484-A, criado em 2017, é um meio-termo: você recebe menos que numa demissão sem justa causa, mas mais que pedindo as contas.

Exemplo com números

Salário de R$ 3.000, 2 anos e 4 meses de casa, demitido sem justa causa no dia 10 do mês:

VerbaCálculoValor
Saldo de salário10 dias trabalhadosR$ 1.000,00
Aviso prévio indenizado30 dias + 3 por ano = 36 diasR$ 3.600,00
13º proporcional4/12 avosR$ 1.000,00
Férias proporcionais4/12 avosR$ 1.000,00
1/3 constitucionalsobre as fériasR$ 333,33
Multa de 40% do FGTSsobre ~R$ 6.720 depositadosR$ 2.688,00
Total bruto R$ 9.621,33
+ saque do FGTSsaldo da conta vinculadaR$ 6.720,00

Sobre o total bruto ainda incidem INSS e Imposto de Renda em algumas verbas — e é aqui que muita gente se perde. Férias indenizadas, 1/3 constitucional, aviso prévio indenizado e a multa de 40% do FGTS não sofrem desconto de INSS. O 13º é tributado separadamente. A calculadora acima já aplica essas regras.

O aviso prévio proporcional

Desde a Lei 12.506/2011, o aviso prévio é de 30 dias e ganha 3 dias por ano completo de trabalho na mesma empresa, até o limite de 90 dias. Com 2 anos de casa, são 36 dias; com 10 anos, 60 dias; com 20 anos ou mais, o teto de 90.

Se for indenizado (você não trabalha o período), o tempo do aviso conta como tempo de serviço para todas as outras verbas — inclusive para os avos de 13º e férias.

Prazos que você precisa conhecer

  • Pagamento das verbas: até 10 dias corridos a partir do fim do contrato. Atraso gera multa equivalente a um salário.
  • Entrega das guias para saque do FGTS e seguro-desemprego: mesmo prazo.
  • Seguro-desemprego: o requerimento tem janela definida a partir da dispensa; o número de parcelas varia conforme o tempo trabalhado e quantas vezes você já recebeu o benefício.
  • Prazo para reclamar na Justiça: 2 anos após o fim do contrato, podendo cobrar os últimos 5 anos.

Erros comuns que reduzem o que você recebe

  • Assinar o termo sem conferir. Confira cada verba com a sua simulação antes de assinar. Assinatura não impede reclamação futura, mas dificulta.
  • Aceitar acordo informal. "Peça demissão que eu te pago o FGTS por fora" é armadilha: você perde a multa, o saque e o seguro-desemprego, e fica sem prova do combinado.
  • Esquecer verbas variáveis. Horas extras habituais, adicional noturno, insalubridade e comissões integram o salário para efeito de rescisão.
  • Não conferir os depósitos do FGTS. Confira no app do FGTS se todos os meses foram depositados — falhas são comuns e a multa de 40% é calculada sobre o total devido.
  • Ignorar férias vencidas. Período aquisitivo completo e não gozado é pago em dobro se ultrapassou o prazo de concessão.

Perguntas frequentes

Justa causa: recebo alguma coisa?
Apenas saldo de salário e férias vencidas com 1/3, se houver. Sem 13º proporcional, sem multa, sem saque do FGTS e sem seguro-desemprego.

Fui demitido durante o aviso prévio trabalhado. E agora?
O empregador deve indenizar os dias restantes, e o período segue contando como tempo de serviço.

Estou grávida / em estabilidade. Vale o mesmo cálculo?
Não. Casos de estabilidade (gestante, acidente de trabalho, cipeiro) têm regras próprias e podem gerar direito à reintegração ou à indenização do período estável. Procure orientação jurídica.

A calculadora serve como documento oficial?
Não. É uma simulação educativa para você conferir os valores antes de assinar. Em caso de divergência, procure o sindicato da categoria ou um advogado trabalhista.

Meus dados salariais ficam gravados?
Não. Tudo é calculado no seu navegador e nada é enviado para servidores.

Os valores citados sao exemplos calculados para fins didaticos e nao constituem oferta de credito, consultoria juridica ou recomendacao de investimento. Condicoes reais variam conforme a instituicao, o seu perfil e a legislacao vigente.